Como aplicar uma aula experimental de Pilates?

Dicas para conquistar os clientes no primeiro contato com o método

2 de novembro de 2017

Categoria: Como Administrar seu Estúdio
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Como aplicar uma aula experimental de Pilates?

Há quem diga que a aula deve ser pensada para impressionar o cliente, mostrar que não se trata de exercício de “mulherzinha”, nem só de alongamento com bola, e que os músculos devem sair tremendo a qualquer custo para mostrar o quanto pode ser eficaz. Outros defendem que deve-se passar a teoria e fazer movimentos simples para que não haja risco de lesão.

Não existe receita de bolo e nem padrão de praticantes. Cada profissional tem a sua opinião de acordo com os seus conhecimentos e com a sua experiência. O que queremos é compartilhar a nossa conduta, sem pretensões de dizer que é a melhor maneira. Estamos simplesmente dividindo o que está dentro da nossa filosofia de trabalho.

Bom, na aula experimental, logo de cara damos uma breve explicação sobre o que esperar do Pilates, dizendo por exemplo que trabalha fortalecimento, postura e alongamento. Tem muitos detalhes, portanto exige concentração. Os movimentos são lentos e são coordenados com uma respiração específica, que trabalha a musculatura profunda do abdome, responsável pela estabilização da coluna.

Pedimos para o aluno deitar, orientamos quanto ao posicionamento do corpo, corrigindo eventuais erros. Ensinamos então como deve ser a respiração. Observamos como é a consciência corporal dele e, quanto melhor for, mais informações podemos passar. Não adianta bombardear de comandos uma pessoa que não possui controle suficiente para executá-los, pois isso pode causar frustração ou até mesmo entediá-la.

Após treinar um pouco apenas a respiração, solicitamos que coordene com o movimento. Explicamos que um movimento de uma parte do corpo não deve causar instabilidade em nenhum outro lugar, assim um movimento de perna não pode levar a uma compensação na pelve e na lombar e um movimento de braço não deve causar deslocamento do ombro nem da cervical.

Ao passar os abdominais é importante ressaltar a ativação do Transverso, não necessariamente dando ‘’nome aos bois’’, mas fazendo o praticante entender como fazer o umbigo ir para dentro quando a tendência é sempre ocorrer o oposto. Aí vale abusar de comandos que facilitem o entendimento e ser bem lúdico.

Nos aparelhos, evitamos malabarismos e posições instáveis. É muito mais eficaz e seguro fazer um movimento simples bem feito do que um altamente desafiante mal feito. Ainda mais quando se trata do primeiro contato com essa pessoa, já que ainda não sabemos como é a reação do seu organismo aos exercícios.

No final explicamos que foi uma apresentação do que é o método e que com a evolução do aluno haverá a evolução das aulas. Com o tempo, será possível fazer exercícios mais difíceis e com mais carga.

É gratificante ouvir o aluno dizendo que quando ele via uma aula de Pilates de fora ele achava que era moleza, mas agora que fez, viu que é difícil, mesmo sem você ter feito ele dar cambalhotas ou realizar movimentos acrobáticos. Porque o método é isso, tornar movimentos relativamente simples em desafios para os músculos, já que eles devem ser realizados com perfeição.

Só depois que isso é conseguido que podemos partir para exercícios mais complexos, e cada etapa deve ser alcançada sem pressa e respeitando os limites de cada um.

Monique Ayala e Hellen Morita
Fisioterapeutas e Instrutoras de Pilates

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